segunda-feira, 8 de julho de 2013

A QUÍMICA NOS ALIMENTOS

A alimentação humana impõe um permanente desafio tecnológico para a humanidade, desde os tempos mais remotos. A química acompanhou essa evolução e mesmo atualmente, quando há uma clara tendência do consumidor por produtos naturais, a importância da ciência permanece sendo relevante.
“O papel da química nessa evolução tecnológica é, entre outros, colocar à disposição das indústrias nutrientes idênticos aos encontrados na natureza para que, se não for possível preservar essas substâncias durante o processamento, haja a possibilidade de restaurar o valor nutritivo natural dos ingredientes no produto industrializado”, afirma Paulo Roberto Nogueira Carvalho, pesquisador do Centro de Ciência e Qualidade de Alimentos, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), em Campinas-SP.
Marcelo de Lima Machado, da divisão Food Ingredients – Marketing, da Ajinomoto Interamericana, observa que “o consumidor está cada vez mais consciente de que a alimentação tem reflexos diretos sobre a saúde. Entre suas preocupações mais comuns figuram a ingestão exagerada de açúcares, gorduras e sódio”. Nesse contexto, ele aposta que o desafio da indústria de alimentos é buscar alternativas para a produção de alimentos mais saudáveis, sem resultar em aumento de preço ou piora do sabor oferecido para os consumidores.

E pondera: “Os fabricantes têm feito uso de alguns ingredientes, aditivos e coadjuvantes de origem tecnológica para atender às necessidades do consumidor em alimentação mais saudável. Apesar dos avanços obtidos, ainda há muito trabalho e pesquisa a serem feitos.”
As indústrias de alimentos querem, cada vez mais, disponibilizar alimentos naturais, para atender ao desejo do consumidor. Carvalho classifica como “incessante” o trabalho feito para eliminar o uso de aditivos artificiais ou substitui-los por produtos naturais. “Um exemplo disso são os corantes naturais, hoje presentes em um grande número de alimentos que até pouco tempo eram coloridos artificialmente”, menciona.
Na maioria dos casos, a eliminação do uso de um aditivo decorre de alteração no tipo de processamento industrial adotado. Ao mesmo tempo, o uso de novos materiais nas embalagens dos alimentos tem permitido eliminar alguns aditivos, principalmente os conservantes artificiais. Doutor em química pela Unicamp, Carvalho lembra que a busca por novos materiais de embalagem pode resultar em um maior tempo de conservação dos alimentos e facilitar o comércio de produtos mais próximos dos naturais.


Machado destaca que a química de alimentos é de fundamental importância para melhorar a produção de alimentos quantitativa e qualitativamente. “As pesquisas conduzidas nos meios acadêmico e industrial possibilitam o constante avanço tecnológico da indústria de alimentos observado ao longo dos anos”, afirma.
Paralelamente ao desenvolvimento de novos ingredientes, a Ajinomoto promove, segundo Machado, aplicações de seu portfólio atual que contribuem com a produção de alimentos mais saudáveis. Na redução do teor de sódio, o realçador de sabor Aji-no-moto “melhora o sabor dos alimentos, como sopas, caldos, salgadinhos, molhos e embutidos, mesmo com pouco sódio, permitindo que sejam aceitos pelo paladar do consumidor”, explica. Quando se busca reduzir o sódio e a gordura em embutidos, não só o sabor é prejudicado, mas também a textura de produtos como presuntos e mortadelas. “Coadjuvantes de tecnologia, como a enzima activa transglutaminase, podem ser aplicados para preservar a textura destes produtos, melhorando sua elasticidade e firmeza e garantindo boa aceitação pelos consumidores”, comenta. Além disso, pode-se aplicar conjuntamente o Aji-no-moto para aumentar o nível de aceitação do sabor dos embutidos com menos sódio.

Consumidores tendem a procurar alimentos com a menor quantidade possível de aditivos químicos, mas também há demanda por alimentos funcionais, ou seja, que agregam benefícios adicionais aos alimentos. Informe do Conselho Regional de Química – IV Região define como alimentos funcionais os produtos enriquecidos com substâncias isoladas que melhoram o desempenho das atividades fisiológicas ou metabólicas de quem os consuma.

Os compostos químicos que conferem essas vantagens são os fitoquímicos, encontrados em plantas (carotenóides, licopenos, xantenos, isotiocianatos, entre outros). Tomate, aveia, soja e brócolis, por exemplo, contêm centenas de compostos biologicamente ativos, dos quais alguns têm demonstrado possuir propriedades funcionais. Os probióticos também se enquadram nesse grupo: os micro-organismos vivos controlam a flora bacteriana intestinal.

Considera-se que há cinco mercados principais para os alimentos funcionais industrializados: bebidas e lácteos, produtos de confeitaria, de panificação e cereais matinais. A partir dos anos 90, esses alimentos ganharam maior destaque. Em 1998, nos Estados Unidos, esse segmento movimentou US$ 18,7 bilhões, o que correspondeu a um crescimento de 10,9% em relação ao ano anterior. Essa evolução é atribuída à imagem positiva que os alimentos funcionais possuem para a saúde e o bem-estar.

 

Informações sobre Tratamento de Efluentes | Tratamento de Esgoto
Tratar o esgoto que produzimos visa garantir a qualidade dos corpos hídricos receptores (canais, rios, lagos, lagoas ou mares). É importante destacar que todo corpo receptor tem a capacidade de autodepuração, ou seja, de se “autolimpar”, porém essa capacidade tem um limite e quando jogamos muitos poluentes nesses corpos hídricos causamos impactos ambientais e na própria saúde humana.
O lançamento de esgoto indiscriminadamente nos corpos receptores pode causar a eutrofização. A eutrofização é o aumento excessivo de algas, consequência do acúmulo de matéria orgânica e nutrientes. Essas algas consomem o oxigênio dissolvido na água. E com isso outros seres da fauna e da flora que dependem do oxigênio para suas respirações acabam morrendo.
Além dos problemas ao meio ambiente, o esgoto também possui muitas bactérias, vírus, protozoários e outros tantos organismos microscópicos que podem ser agentes patogênicos (capazes de produzir doenças infecciosas). Estudos da OMS (Organização Mundial de Saúde) indicam que para $1,00 investido em saneamento, economiza-se $25,00 em saúde pública. Dessa forma, vemos a grande importância de se tratar o esgoto não só por questões de consciência ambiental, mas também de forma a garantir uma melhoria na saúde da população.
O tratamento do esgoto pode ser dividido em duas maneiras:
Tratamento Físico-Químico
No tratamento físico-químico o esgoto pode ser tratado por uma combinação de metodologias dentre as quais:
• Floculação
• Coagulação
• Filtração
• Decantação
E, normalmente, são utilizados produtos químicos para promover ou acelerar as reações necessárias.
Tratamento Biológico
Considerado mais eficiente do que o tratamento físico-químico, o tratamento biológico promove a remoção parcial da matéria orgânica na forma de DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio). Existem inúmeras metodologias para se obter a eficiência desejada. Dentre os tipos de estação de tratamento de esgoto (ETE) mais comuns podemos citar:
Tratamento Anaeróbico
• Fossa Séptica – Filtro Anaeróbio
• RAFA (Reator Anaeróbico de Fluxo Ascendente) ou UASB (Upflow Anaerobic Sludge Blanket) – Filtro Anaeróbio
Tratamento Aeróbico
• Lodo Ativado Convencional
• Lodo Ativado – Aeração Prolongada por Aeração Mecânica
• Lodo Ativado – Aeração Prolongada por Ar Difuso
• Batelada
• Biofiltro
• Biofiltro Aerado Submerso
Além dos sistemas citados acima, pode-se fazer a combinação de sistemas como o uso de UASB seguido de um sistema aeróbico conhecido como pós-tratamento de reator UASB.
Os tratamentos biológicos podem ser seguidos de um sistema de desinfecção (cloração, ultravioleta ou ozônio) e/ou de sistemas físico-químicos de forma a permitir um polimento no efluente tratado garantindo uma qualidade excepcional para lançamento ou mesmo para o reuso do efluente.
As ETEs podem ser construídas em formatos diversos (retangulares, quadradas, ovaladas, circulares) e em uma gama de materiais (concreto pré-fabricado, concreto armado, fibra de vidro, aço).
É importante destacar que não existe O MELHOR tratamento. Existe o tratamento mais adequado para determinada situação. E justamente por isso que recomenda-se que antes de qualquer decisão, entrem em contato com uma empresa especializada para auxiliá-los nessa escolha.

 

A Química: sua importância na saúde, na indústria, na agricultura e no meio ambiente

A Química possui grande importância no nosso dia-a-dia (desde os adubos utilizados no campo até aos serviços de saúde). Ela desempenha um papel crucial na nossa vida e a sua descoberta veio até prolongar e dar qualidade à nossa vida, pois tal como Churchil, estadista britânico, escritor, jornalista,orador e historiador, famoso principalmente por sua atuação como primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial, afirmou “Deus deu a ciência ao homem para que ela o permita viver melhor e resolver problemas…”.

Importância da Química...

Saúde


Na saúde, a química é aplicada desde as análises clínicas até à Imageologia. Como é sabido, a química está profundamente relacionada com a área da saúde e Medicina, pois a química permite estudar os tecidos (órgãos e pele), estruturas (ossos) e líquidos internos (Sangue, bílis, suco pancreático, morfinas…) e do ponto de vista da sua composição e funcionamento, interligando-se assim com a Biologia (formando assim a bioquímica), para achar curas para doenças atualmente incuráveis, como por exemplo, a mortífera doença sexualmente transmissível da SIDA (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida), tendo em conta os conhecimentos em termos da química do nosso corpo assim como a biologia humana.
A química é também utilizada na concepção de medicamentos e vacinas, que nos permite combater as doenças e epidemias, como é o caso da lepra, da malária...
Pode-se afirmar que se química não existisse, a saúde de todos nós teria os seus dias contados.

Indústria

A indústria tem várias vertentes, mas, em três a química é crucial: a indústria farmacêutica, a indústria alimentar e a indústria ligada à drogaria.

Na indústria farmacêutica, a química foi, é e será essencial, pois ela permite estudar as propriedades dos produtos utilizados na manufatura de medicamentos e sua aplicação específica para combater determinada doença ou infecção.


A indústria da drogaria dedica-se à produção de produtos químicos, desde os mais caseiros, como a nossa eficaz desentupidora de canalizações – soda cáustica – até aos químicos mais complexos, como é o caso do dicromato de potássio, e aos mais perigosos, como por exemplo, o hidrogênio (explosivo). Pode-se afirmar que esta indústria é totalmente apoiada na química, não na antiga alquimia, que por vezes misturava magia com a toda-poderosa química.




Na indústria alimentar, a química é utilizada para produzir e aperfeiçoar os conservantes e corantes, mas também de outros produtos químicos, como os acidificantes, reguladores de acidez e aromatizantes, que servem para melhorar e intensificar o sabor dos alimentos e bebidas.



Agricultura

Na agricultura, a química é importante, pois, permite produzir adubos (fertilizante) que enriquece o solo (geralmente com azoto, fósforo, potássio, enxofre, cálcio e magnésio) e pesticidas (antigamente produzidos com chumbo, mercúrio e arsênico, materiais altamente tóxicos) que permitem, por um lado o crescimento da planta/cereal rápido, devido ao adubo, e, por outro lado, o crescimento saudável, sem as pestes de insetos que destroem as plantações e culturas.


Ambiente

A química permite fazer grandes obras para a manutenção do bom ambiente, mas, por outro lado, constitui também malefícios.

Em termos de benefícios, permite efetuar a reciclagem de materiais, reutilizando materiais já sem utilidade, dando-lhes “vida”, aproveitando-os para nova utilidade, sem recorrer à produção de mais, evitando assim a agravação da poluição produzida, principalmente, na produção desses novos materiais.


Através da química consegue-se reverter danos causados ao ambiente, ao longo destes últimos anos que, devido ao crescimento da indústria e a muitos outros fatores ligados ao grande desenvolvimento verificado na reta final do século dezenove, têm sido um autêntico “calvário” para o ambiente e, para a tão falada Camada do Ozônio.