Tratar o
esgoto que produzimos visa garantir a qualidade dos corpos hídricos
receptores (canais, rios, lagos, lagoas ou mares). É importante
destacar que todo corpo receptor tem a capacidade de autodepuração, ou
seja, de se “autolimpar”, porém essa capacidade tem um limite e quando
jogamos muitos poluentes nesses corpos hídricos causamos impactos
ambientais e na própria saúde humana.
O
lançamento de esgoto indiscriminadamente nos corpos receptores pode
causar a eutrofização. A eutrofização é o aumento excessivo de algas,
consequência do acúmulo de matéria orgânica e nutrientes. Essas algas
consomem o oxigênio dissolvido na água. E com isso outros seres da
fauna e da flora que dependem do oxigênio para suas respirações acabam
morrendo.
Além dos
problemas ao meio ambiente, o esgoto também possui muitas bactérias,
vírus, protozoários e outros tantos organismos microscópicos que podem
ser agentes patogênicos (capazes de produzir doenças infecciosas).
Estudos da OMS (Organização Mundial de Saúde) indicam que para $1,00
investido em saneamento, economiza-se $25,00 em saúde pública. Dessa
forma, vemos a grande importância de se tratar o esgoto não só por
questões de consciência ambiental, mas também de forma a garantir uma
melhoria na saúde da população.
O tratamento do esgoto pode ser dividido em duas maneiras:
Tratamento Físico-Químico
No tratamento físico-químico o esgoto pode ser tratado por uma combinação de metodologias dentre as quais:
• Floculação
• Coagulação
• Filtração
• Decantação
No tratamento físico-químico o esgoto pode ser tratado por uma combinação de metodologias dentre as quais:
• Floculação
• Coagulação
• Filtração
• Decantação
E, normalmente, são utilizados produtos químicos para promover ou acelerar as reações necessárias.
Tratamento Biológico
Considerado mais eficiente do que o tratamento físico-químico, o tratamento biológico promove a remoção parcial da matéria orgânica na forma de DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio). Existem inúmeras metodologias para se obter a eficiência desejada. Dentre os tipos de estação de tratamento de esgoto (ETE) mais comuns podemos citar:
Considerado mais eficiente do que o tratamento físico-químico, o tratamento biológico promove a remoção parcial da matéria orgânica na forma de DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio). Existem inúmeras metodologias para se obter a eficiência desejada. Dentre os tipos de estação de tratamento de esgoto (ETE) mais comuns podemos citar:
Tratamento Anaeróbico
• Fossa Séptica – Filtro Anaeróbio
• RAFA (Reator Anaeróbico de Fluxo Ascendente) ou UASB (Upflow Anaerobic Sludge Blanket) – Filtro Anaeróbio
• Fossa Séptica – Filtro Anaeróbio
• RAFA (Reator Anaeróbico de Fluxo Ascendente) ou UASB (Upflow Anaerobic Sludge Blanket) – Filtro Anaeróbio
Tratamento Aeróbico
• Lodo Ativado Convencional
• Lodo Ativado – Aeração Prolongada por Aeração Mecânica
• Lodo Ativado – Aeração Prolongada por Ar Difuso
• Batelada
• Biofiltro
• Biofiltro Aerado Submerso
• Lodo Ativado Convencional
• Lodo Ativado – Aeração Prolongada por Aeração Mecânica
• Lodo Ativado – Aeração Prolongada por Ar Difuso
• Batelada
• Biofiltro
• Biofiltro Aerado Submerso
Além dos sistemas citados acima, pode-se fazer a combinação de sistemas como o uso de UASB seguido de um sistema aeróbico conhecido como pós-tratamento de reator UASB.
Os
tratamentos biológicos podem ser seguidos de um sistema de desinfecção
(cloração, ultravioleta ou ozônio) e/ou de sistemas físico-químicos de
forma a permitir um polimento no efluente tratado garantindo uma
qualidade excepcional para lançamento ou mesmo para o reuso do efluente.
As ETEs
podem ser construídas em formatos diversos (retangulares, quadradas,
ovaladas, circulares) e em uma gama de materiais (concreto
pré-fabricado, concreto armado, fibra de vidro, aço).
É importante destacar que não existe O MELHOR
tratamento. Existe o tratamento mais adequado para determinada
situação. E justamente por isso que recomenda-se que antes de qualquer
decisão, entrem em contato com uma empresa especializada para
auxiliá-los nessa escolha.
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